A partir do próximo dia 25 as sacolas plásticas serão banidas dos supermercados da capital paulista e substituídas por sacolas retornáveis feitas com matéria-prima de fonte renovável ou pelas biodegradáveis vendidas a R$ 0,19. A mudança faz parte de um acordo assinado entre a Prefeitura e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que lançou a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”.
Porém, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) é contra a iniciativa. “Essa campanha é um engodo para o consumidor”, afirmou o presidente da associação, Alfredo Schmitt. Segundo ele, o setor vai perder 30 mil postos de trabalho em todo o país com a substituição das sacolinhas descartáveis, seis mil só no estado de São Paulo. Além disso, as sacolas reutilizáveis são importadas, reduzindo as oportunidades da indústria nacional.
O presidente da Apas, João Galassi, contesta o argumento e diz que muitas indústrias estão se adaptando e produzindo sacolas reutilizáveis. “Algumas empresas já mudaram o pensamento, pois sabem que o reutilizável veio para ficar”, afirmou.
Segundo o professor Roberto Nascimento, do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), na polêmica entre os interesses do varejo e a da indústria o consumidor foi deixado de lado.
Fonte: Diário de S. Paulo
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